Entrevistas GuchargesEntrevistado: Cartunista Ailton Nakata![]() Um bate-papo com o cartunista Ailton Nakata de Marialva - Pr, nos contando um pouco de suas filosofias pessoais e artísticas!
Pergunta: 1. Conte-nos um pouco sobre como a arte começou a fazer parte de sua vida e o que ela representa hoje para você!
Resposta: Começou quando ainda era pequeno, não sei ao certo, quantos anos. Mas, desde que me conheço por gente, já desenhava e pintava meus próprios desenhos. Para mim, a arte representa um mundo a parte. Diferente da rotina e dos excessos de toda ordem mundana. É como nascer novamente a cada passo rumo a uma nova concepção visual.
Pergunta: 2. No seu mundo de humor, onde surge a produção de ilustrações?
Resposta: No meu mundo bem humorado, a produção nasce onde morre as crenças mortais. Abandonar a mim mesmo é a arte de inventar sem necessidade de ser, sentir, pensar ou agir. Acreditar que : “depende do dia para desenvolver um desenho legal” é mais uma crença mortal que não levo em consideração. Para mim, toda hora é hora de produzir. Lógico, que a preguiça o tédio e a rotina, atrofiam o vasto mundo associativo da carcaça mortal, mas, não acredito nestas coisas!
Pergunta: 3. Fale sobre os trabalhos que você o considera mais importantes em sua carreira.
Resposta: Os trabalhos que considero importante, são aqueles que satisfazem o cliente em potencial. Não importa o quanto se ganha, mas, o grau de satisfação que o mesmo proporciona. Todo cliente feliz, faz parte de minha satisfação.
Pergunta: 4. A caricatura, cartum e o mangá, o que são para você?
Resposta: Para mim, todos são formas de se expressar. A caricatura, expressa mais a parte familiar do semblante humano. O cartum, expressa a parte notória da sátira infantil e o Mangá, expressa mais a parte narrativa de um conto qualquer. As três vertentes, sem exceção, são perfeitas para manifestar as vontades subjetivas do artista.
Pergunta: 5. Descreva-a para nós o seu processo de criação ao fazer uma caricatura, cartum e mangá.
Dá a escolha da personalidade a ser caricaturada, a escolha da técnica a ser usada, o desenvolvimento do esboço, etc.
Resposta: Para a arte de caricaturizar, não sou de ficar escolhendo personalidades famosas, uma vez que, nenhuma delas me agrada o Espírito. Prefiro tratar a arte de caricaturizar de forma não temática, pois, minha intenção não é fazer caras conhecidas, mas, satisfazer caretas desconhecidas a mim e à mídia.
Já no cartum, prefiro ter temas como psicodelismo e crenças atuais. Fica bem mais prático e fácil de se expressar algo em cima de padrões. Lógico, que nem sempre o artista gosta de se adequar a padrões de produção. No meu caso, gosto pois, fica bem mais fácil de se adaptar a idéia depois do pressuposto de conhecimento fortuito.
No mangá, tudo é mais complexo e mais racionalizado. É difícil de se declarar um ritmo único de manifestação nesta área. Todo o desenho deve ser pensado, nos mínimos detalhes. Caso contrário, a suposta estória em quadrinhos vai tornar-se viciosa enjoativa para o gosto acurado do público alvo.
Pergunta: 6. Ao iniciar uma ilustração qual a sua maior dificuldade?
Resposta: É de controlar o tempo de produção. Na maioria das vezes, perco a noção do tempo e acabo deixando tudo acumulado.
Pergunta: 7. No desenvolver uma ilustração o que é essencial e não pode faltar nela?
Resposta: Característica de personalidade minha nela
Pergunta: 8. Como você vê a produção dinâmica e criativa de caricaturas no Brasil?
Resposta: Positiva, é um ramo de mercado formal e informal que vêm crescendo muito em nosso País.
Pergunta: 10. Qual artista você admira atualmente na produção ilustrativa?
Resposta: Miyazaki Hayao e o Gucharges
Pergunta: 11. Conte-nos um pouco sobre como é a rotina de trabalho para cursos artisticos?
Resposta: Ixi, é muito legal. É uma coisa que me fortalece no entanto, não é uma rotina, é uma quebra de rotina. Tento sempre mudar a forma de ensino para não cair na tentação de enjoar do que faço.
Pergunta: 12. Quais são suas dicas para quem está pensando em iniciar no humor gráfico?
Resposta: Minha dica é: “Não desista por mais que o mundo esteja contra você!” Continue firme e forte no caminho reto e estreito.
Pergunta: 13. Para finalizar nosso bate-papo, deixe uma mensagem final para nossos internautas.
Resposta: Caros internautas, humanos de muita e pouca fé. Aprendam a arte de desenhar de forma desprendida, pois só assim, o caminho se tornará mais agradável e leve não importa a circunstância à que se encontrem.
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